27: Inutilidade

Dia difícil pra mim hoje, filha. Cheguei em casa, pouco antes da hora de sair pro ensaio, com muita dor de cabeça. Acabei ficando descansando, enquanto vocês foram pra casa da Francesca. Achei que 15 minutos de cochilo pós paracetamol iam resolver o meu problema, mas nada. Fiquei uma hora e só a sensação de obrigação de ir me tirou de casa mesmo com dor de cabeça e fui pra lá. A essa altura, percebi que se tratava de uma enxaqueca, coisa que não tinha há muito tempo.

Enfim, quando cheguei, a tua mãe e a France estavam trabalhando texto, pois já tinham feito aula pela manhã. Desta vez, a Francesca optou por pegarem As Aves, do Aristófanes. Eu tentei acompanhar o trabalho, mas não aguentei e fui pro sofá, depois de tomar um ibuprofeno. O pouco que pude acompanhar me mostrou que a tua mãe está crescendo muito com o texto, é visível! O remédio começou a fazer efeito perto de irmos embora, então foi um dia praticamente nulo pra mim.

De positivo só o fato de você ter cuidado MUITO de mim! Mil carinhos, me levava pra cozinha pra tomar água pela mão, me trazia de volta da sala pela mão, a coisa mais linda!

Pra resumir, vou parafrasear (com uma ligeira adaptação) o Machado no Brás Cubas, capítulo CXXXVI, que tem o mesmo título que esse texto:  “Mas, ou muito me engano, ou acabo de escrever um post inútil.”

P.S.: Ah, antes da enxaqueca, finalmente fomos à Galleria dell’Accademia, e você pôde conhecer o David, que tanto fala, desde que chegamos aqui e te mostrei na internet. No museu, não queria sair de perto dele! Rsrs…

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